A Multiplicidade de Formas de Expressão de José Régio

José Régio Multiplicidade de Formas de Expressão

José Régio, uma voz pessoal e original e não isenta de conflitos, procura o equilíbrio entre o humano e o divino, entre o mundo natural e a transcendência, entre o individual e o universal.

Talvez por estas preocupações serem, no seu tempo como hoje, polémicas é que a sua obra despertou vastas controvérsias por parte da crítica de então, unânime, no entanto, em o considerar indispensável num tempo que ajudou, de modo decisivo, a definir.

A sua obra, sempre atual, traz ao nosso tempo as mesmas questões, permitindo manter a contemporaneidade da sua discussão no presente e por isso a importância da divulgação e conhecimento da sua obra nos dias de hoje, por todo o tipo de públicos, mas salientando o público jovem.

A obra de José Régio constitui um universo coeso de uma multiplicidade de formas de expressão, onde se inclui poesia, romance, conto, teatro, ensaio e crítica.

Evocar José Régio é comemorar o homem e a obra de uma figura ímpar da cultura portuguesa, em todas as suas múltiplas facetas:

  • – O homem da palavra, da escrita, da poesia, do romance, do conto, do teatro, do ensaio e da crítica, da crónica;
  • – O homem, humanista, pedagogo, artista, crente, cidadão, colecionador de arte sacra e popular e os seus diversos lugares;
  • – O reconhecimento da literatura «no feminino» revelando nomes como Irene Lisboa, nas páginas da presença (a primeira revista literária a publicar textos da autoria de mulheres), bem como chamando a atenção para a obra de Luísa Dacosta e Agustina Bessa- Luís, entre outras;

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